sexta-feira, 22 de abril de 2016

Divulgação/BDS: Llamado internacional para que Carlos Santana anule el concierto de este verano en Tel Aviv.


Los medios de comunicación israelíes realizan con vehemencia la promoción del maravilloso concierto que dará el gran guitarrista mexicano Carlos Santana en el HaYarkon park de Tel Aviv el día 30 de julio del 2016. Las entradas prácticamente están agotadas.

Carlos Santana sabe de antemano que su presencia en Tel Aviv es una auténtica provocación. La polémica ya ha comenzado a fraguarse entre sus innumerables seguidores alrededor del mundo que le exigen que cancele su presentación en Israel. El genial guitarrista no puede pasar por alto que los sionistas cometen desde hace décadas un oprobioso genocidio contra el pueblo palestino

Santana se define como un ser espiritual preocupado por la lucha de los pueblos oprimidos, sobre todo, en lo que tiene que ver con la diáspora del pueblo mexicano en EEUU, los derechos de los indígenas y los inmigrantes latinoamericanos.

Santana -que es uno de los guitarristas más importantes de todos los tiempos (con de 90.000.000 de álbumes vendidos) afirma que el mundo necesita una revolución sin brutalidad ni violencia, defiende la dignidad humana, la paz y la compasión y es sensible al dolor ajeno. Muchos dirán que él que es un artista ajeno a los asuntos políticos y que tan sólo ejerce el legítimo derecho a la libertad de expresión. Aunque lo cierto es que no puede entrar en contradicciones con lo que filosóficamente predica.

Sería estúpido que el extraordinario guitarrista psicodélico vaya a ponerle la banda sonora a las acciones terroristas que continuamente comete el estado de Israel en Gaza y Cisjordania.

Carlos de Urabá 2016

domingo, 10 de abril de 2016

Sessão: Lutar pela justiça na Palestina. O movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções

Depois de quase seis décadas de apartheid, ocupação e colonialismo israelita, em 2005 o povo palestiniano lançou um apelo ao boicote, desinvestimento e sanções (BDS). Inspirado na experiência da luta contra o apartheid na África do Sul, o BDS tornou-se uma ferramenta central para o empoderamento de movimentos, organizações e pessoas que querem construir a solidariedade com o povo Palestiniano e unir forças para responsabilizar quem implementa e lucra com os crimes israelitas e a opressão dos povos.

O movimento BDS é hoje global e poderoso e cresce mais a cada dia que passa. Grandes multinacionais, fundos financeiros e governos já tiveram que limitar a sua cumplicidade com o apartheid israelita.

Também no Porto, o regime israelita de apartheid, com suas empresas e instituições, está lucrando e nós - quer enquanto indivíduo, quer em colectivo - temos as ferramentas do BDS ao nosso alcance. Decidindo o que consumimos, influenciando e pressionado as empresas e instituições locais podemos contribuir para a justiça na Palestina e construir um mundo no qual os direitos humanos contam mais do que os interesses dos que oprimem.

Sexta-feira 15 de Abril às 21h, no ContraBando, com Maren Mantovani, coordenadora das relações internacionais da campanha palestiniana Stop the Wall e membro da secretaria executiva do Comité Nacional Palestiniano pelo Boicote, Desinvestimento e Sanções, vamos poder perceber melhor o alcance do movimento BDS, assim como discutirmos e formularmos as ferramentas mais eficazes e as mais pertinentes a desenvolver no Porto.


Contrabando - espaço associativo- Rua dos Mártires da Liberdade, 83 Porto

segunda-feira, 7 de março de 2016

Comunicado de Apoio à Flotilha Mulheres Rumo a Gaza (tradução)

Apoio à Flotilha Mulheres Rumo a Gaza

(Women's Boat to Gaza)

A Coligação da Flotilha da Liberdade levará uma mensagem de esperança e solidariedade ao povo de Gaza

 

Em 2016, com a Flotilha Mulheres Rumo a Gaza, mulheres de todas as partes do mundo far-se-ão ao mar para salientar o importante papel desempenhado pelas mulheres palestinas na luta do seu povo. A nossa inspiração vem-nos do inquebrável espírito das mulheres de Gaza, Cisjordânia, a Palestina ocupada em 1948 e a diáspora.
Há uma década que Gaza sofre de um bloqueio israelita. Durante estes anos todos, Israel lançou incontáveis ataques contra uma população sitiada, convertendo as vidas das pessoas num pesadelo e numa continua luta. As guerras não só invadiram as economias, mercados e território de Gaza, mas também invadiram e assaltaram lares, famílias, escolas e museus, destruindo civilização, património, cultura, memoria e esperanças. Com o lançamento das Flotilhas da Liberdade e outras missões navais denunciamos a passividade e a cumplicidade da comunidade internacional e procuramos chamar a atenção internacional para o sofrimento e resistência do povo palestino.

A Flotilha Mulheres Rumo a Gaza não só procura desafiar o bloqueio israelita, mas também manifestar solidariedade e levar uma mensagem de esperança ao povo palestino. Com o apoio de eventos organizados por mulheres, homens, organizações não governamentais, grupos da sociedade civil e colectivos do mundo inteiro faremos com que isto seja uma realidade.

Pretendemos lançar oficialmente este apaixonante projecto em todo o mundo no Dia Internacional da Mulher, a 8 de Março de 2016, e gostaríamos que te juntasses a esta campanha.

Há vários anos que rogamos a solidariedade da sociedade civil para com a resistência palestina, assim como uma reacção coerente por parte dos governos do ocidente, assim apelamos a uma participação activa de indivíduos e grupos nesta nova campanha. 

Contamos com a vossa ajuda para:

1. Dar apoio publicamente ao WBG (Flotilha Mulheres Rumo a Gaza) mediante uma declaração do vosso grupo ou organização.
2. Anunciar o nosso projecto em qualquer evento do Dia Internacional da Mulher em que participardes.
3. Organizar eventos locais em apoio ao WBG (Flotilha Mulheres Rumo a Gaza).
4. Formar grupos de trabalho.
5. Fazer doações económicas à nossa iniciativa.

Por favor, contacte-nos para dizer-nos qual a vossa contribuição!

Em solidariedade,

Coligação Internacional da Flotilha da Liberdade -http://freedomflotilla.org


Rumbo a Gaza - http://rumboagaza.org 
BDS Galiza - http://www.bds-galiza.org

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Divulgação: Colóquio Internacional - As Lutas das Mulheres no Cinema de África e do Médio-Oriente

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto  (CEAUP) lança um apelo a comunicações para  o Colóquio Internacional As Lutas das Mulheres no Cinema de África e do Médio-Oriente que decorrerá nos dias 12 e 13 de Maio de 2016 entre a FLUP e a UP.

 

Israel ama el Holocausto por Carlos de Urabá

Si analizamos con detenimiento los antecedentes de la proclamación del estado de Israel en 1948 nos daremos cuenta que están directamente relacionados con los juicios de Núremberg. Estos juicios tuvieron lugar en la ciudad homónima del 20 de noviembre de 1945 al 1 de octubre de 1946 con la finalidad de sentar en el banquillo a la cúpula nazi responsable de crímenes de lesa humanidad, exterminio y genocidio cometidos durante la Segunda Guerra Mundial. Aunque en el holocausto también había victimas de más de 30 nacionalidades (entre gitanos, homosexuales, comunistas, cristianos, etc.) los judíos son los que se han robado el protagonismo.

El veredicto de los jueces fue implacable condenado a muerte a la mayoría de los acusados. Siendo este el primer caso de justicia transnacional en el mundo. Los juicios de Núremberg contaba con el auspicio de las fuerzas aliadas vencedoras de la contienda y tuvieron por ese entonces un  gran impacto mediático entre la opinión pública. Da la casualidad que dos años más tarde la Asamblea General de la ONU aprobó la creación del estado de Israel.

De esta manera se legalizó el despojo y el destierro del pueblo palestino. Un pueblo completamente ajeno a los crímenes cometidos en Europa contra los judíos por los regímenes fascistas y sus cómplices. 

sábado, 9 de janeiro de 2016

Médio Oriente: Palestina abandonada


Enquanto os palestinianos são vítimas duplamente condenadas à indiferença e à hipocrisia das instituições ocidentais, o Estado de Israel continua com impunidade a sua lógica suicida. Reafirmar a nossa solidariedade com a Palestina fragmentada e condenar os crimes cometidos contra o seu povo são mais do que nunca uma necessidade.

Quando os historiadores analisarem retrospectivamente o que vivemos neste momento na guerra que Israel trava contra o povo palestiniano, a história será infelizmente fácil de contar.

desde os acordos de Oslo, a "comunidade internacional" pressionou os palestinianos e as palestinianas a capitularem das suas exigências fundamentais e aceitarem viver numa reserva que se teria chamado um "Estado palestiniano". Mas os palestinianos recusaram abdicar.

Palestinianos no fogo cruzado

Há mais de vinte anos que são punidos/as. Descaradamente, a "comunidade internacional" é cúmplice do que Israel inflige à Palestina: ocupação, colonização, apartheid, fragmentação, crimes de guerra e crimes contra a humanidade. A Palestina não tem Estado, mas tem dois governos rivais principalmente preocupados com a sua sobrevivência. Com o caos que se vive no Médio Oriente, a contra-revolução levada a cabo no Egipto, permite à ditadura militar de fechar o único ponto de passagem não controlado pelo ocupante com Gaza. Arábia Saudita, que nunca ajudou os palestinianos, destina os seus biliões de dólares para o Iémen na luta ao lado da Al-Qaeda. E na Síria, os palestinianos são apanhados no fogo cruzado. Quando não são bombardeados pelas tropas de Assad, são degolados por Daech.
 
Uma revolta espontânea e desesperada


Não há nenhum condutor, nem direcção organizada na chamada "Intifada das facas." Os palestinianos dizem unanimemente que não têm futuro. Mahmoud Abbas reconheceu com vinte anos de atraso que Oslo era obsoleto.

As provocações israelitas são constantes e impunes: a família Dawabcheh queimada viva na sua casa por colonos facilmente identificáveis, uma seita milenarista judaica desfilando na esplanada das mesquitas e Netanyahu propondo de transformar al-Aqsa em sinagoga, sete adolescentes assassinados durante uma manifestação perto do "muro de segurança" em Gaza, militantes não violentas/os conhecidas/os por internacionais assassinadas/os em Hebron e Belém, um refugiado eritreu confundido com um "Árabe", linchado e liquidado em Beersheba... Assim, mesmo dando as suas vidas, Palestinianos do povo tentam "ferir" este rolo compressor.

Naturalmente, sentimos que, até em Israel, os intelectuais começam a ter dúvidas e ressentir a natureza suicida da política. A Europa acabou de pedir a "rotulagem" dos produtos dos colonatos, o que constitui uma rara hipocrisia: pode-se conceber a venda livre de medicamentos envenenados com o simples rótulo: “Cuidado veneno”? Dado que a Europa considera a colonização ilegal, deve proibir os produtos dos colonatos.

A França cúmplice do apartheid

O governo francês é o pior cúmplice do apartheid, como já é o pior com a venda de armas à Arábia Saudita (que luta no Iémen ao lado dos comendatários do ataque contra Charlie). Com o acórdão do Tribunal Supremo de 20 de Outubro condenando os nossos camaradas de Mulhouse, o Estado francês queria criminalizar a campanha BDS. Nós não o permitiremos. Somos uma das poucas esperanças de Palestinianos e Palestinianas. O movimento de solidariedade não deve perder de vista o seu objectivo: não há nada a esperar de uma solução diplomática hipotética ou do reconhecimento da Palestina na ONU. A diplomacia poderá ajudar num equilíbrio das forças no terreno, mas é a resistência do povo palestiniano e  a ajuda que saberemos oferecer que estarão em  posição para parar a obra deste sociocídio.

Pierre Stambul (amigo do AL)


Sionismo e revisionismo, uma história antiga

"Na altura, o Hitler não queria exterminar os judeus, queria expulsá-los. E Haj Amin al-Husseini foi ver o Hitler dizendo: "Se os expulsa, vem todos para aqui"
"Mas então, o que faço deles", perguntou.
Husseini respondeu: "Queime-os"

Não devemos ficar surpreendidos com os propósitos de Netanyahu no Congresso Mundial Judaico. A surpresa é, sim, que isto não tenha provocado qualquer reacção na altura.

Por um lado, reencontramos um leitmotiv da política israelita: "Nós, somos Europeus. O nosso inimigo é o mundo árabe, os muçulmanos, os selvagens, os bronzeados. Estamos na vanguarda da guerra do bem contra o mal. " Há, portanto, que diabolizar este império do mal. Estes slogans são antigos em Israel: "Arafat é um novo Hitler", "Os palestinos são os novos nazistas, eles querem mandar os judeus ao mar". Netanyahu fui muito mais longe desvinculando do Hitler do judeocídio para o atribuir aos palestinianos. Deve ser dito que Israel recebe um apoio significativo da extrema-direita anti-semita: os cristãos sionistas, os partidos herdeiros da colaboração com a Alemanha nazi na Europa Oriental e, agora, de Marine Le Pen.

O pai de Netanyahu, Bentsion, foi o secretário particular de Zeev Jabotinsky (falecido em 1940). Este último fundou a ala do sionismo que se intitulou "revisionista". Jabotinsky era um grande admirador de Mussolini. Na mesma época (1933), o seu adversário, Ben Gurion, assinava com os nazistas os acordos de Haavara que permitiam aos judeus alemães de ir com seus bens para Palestina.

O futuro primeiro-ministro israelita, Yitzhak Shamir, discípulo de Jabotinsky não foi apenas um terrorista, mas um colaboracionista: mandou assassinar oficiais britânicos até 1944, enquanto a destruição dos judeus europeus estava no seu auge.

Então, Netanyahu encontra os "sotaques" de seu poder político. Quanto ao Mufti de Jerusalém, se foi um verdadeiro colaboracionista dos nazistas, estava bem isolado num mundo árabe muito menos contaminado do que a Europa (sobre este assunto, leiam Os Árabes e a Shoa de Gilbert Achcar). Sempre que se crítica as políticas israelitas ou o sionismo, é-se instantaneamente taxado de anti-semita. Não há duvidas que o revisionismo de Netanyahu ajudará a fazer luz sobre a obscenidade desta instrumentalização.


Pierre Stambul

Tradução de: http://www.alternativelibertaire.org/?Proche-Orient-La-Palestine